28 junho, 2008

O CÓDIGO

O código mais importante numa relação é a confiança.

Quebrado esse código, por mais que se ame uma pessoa,

Por mais vitais e profundos que sejam os laços que ligam a pessoa

aos familiares, amigos, namorados, parceiros de trabalho;

Por mais competente que seja o profissional,

por mais digna e ética que possa ser a pessoa;

nada vai restabelecer o mesmo nível de cumplicidade, solidariedade e respeito...

Nem mesmo o perdão, a compreensão e o maior amor do mundo...


Pode-se tolerar, entender, perdoar;

mas resgatar de forma indelével, impecável, incondicional, a confiança quebrada, tenho certeza que não, nunca mais...

Mesmo você, que discorda de mim agora, lá no fundo, bem no fundo de sua alma sabe que eu tenho razão...

18 maio, 2008

A Sombra da Noite



Não estou falando de outras sombras.
Daquelas que passeiam pela noite.
Humanas, objetos, edifícios, carros, plantas.
Estou falando da grande sombra que a noite é.
Como ela cobre essa parte do planeta, nossos corpos, nossa alma.
Nos mergulha no nosso mais profundo eu,
Para trazer à tona o que há de melhor e de pior em nós,
para trabalharmos essas questões mais prementes,
buscar soluções definitivas para nossa existência;
ou simplesmente ficar olhando para o nada,
passeando pelos pensamentos e ansiedades mais banais,
no prazer do dolce far niente...

Não importa aqui a prioridade momentânea.
O que interessa é a noite
que vem
e com ela submerge o humano real,
que vive paralelamente à nós, animal social.

Aquele com medo, corajoso por saber conviver constantemente com isso;
nefasto, por trazer dentro de si toda uma gama de raiva justa aprisionada por anos e anos de repressão social;
intenso, por ainda ter dentro de si a energia que o criou, e se alimentar dela, mesmo que inconscientemente;
superficial, por desperdiçar essa mesma energia em tudo o que é inutil para si mesmo e os outros;
genioso, por ser teimoso o suficiente por não abrir mão do mundinho fútil que o escraviza, para criar algo maior;
genial, porque sabe de tudo isso, e brinca com o universo em seu caos particular;

verborrágico, porque não para de falar com seu próprio umbigo;
taciturno, por saber ficar em silêncio ouvindo a própria consciência lhe enviar sinais de que algo está errado no reino da humanidade, principalmente no seu feudo;
ignorante, por ficar indiferente à esses sinais constantes.

idiota, por ficar adiando sua própria evolução, até o dia do encontro com o Grande Buraco Negro de sua vida: a própria morte, e descobrir tarde demais - nos últimos minutos antes do suspiro derradeiro - o que poderia ter feito a grande diferença entre o sonhar, o imaginar, o fantasiar, o adiar e o vivenciar;

Contradições permitidas por todas as personas existentes em uma única alma,
personalidade multifacetada como um brilhante mal lapidado,
que busca em sua essência a mais completa tradução de si mesmo:
o que somos, o que devemos fazer,
para onde vamos? para onde queremos ir?
para onde nos levam?

A noite vem arrastando sua imensa sombra sobre nós...
Cabe-nos decidir o que queremos ser no processo de constante transformação
à que fomos condenados por nós mesmos e pelos deuses,
que a humanidade inventou para absorverem os pecados do medo da própria existência,
incerta e inevitável como a própria vida.

Pensamentos herméticos demais?
Então vá para o bar mais próximo e beba alguns copos de chopp,
acompanhados com petiscos variados;
vá para um restaurante, encha as taças com vinho,
coma una pasta
ou combinados de sushis regados à sakê;
estique numa pista de dança, se acabe no ritmo da música, se envolva na sensualidade da dança, beije MUITO quantas bocas se dispuserem á beijar a sua;
e se dali não acontecer o tão ansiado embate dos corpos,
termine sua noite num café, falando de suas poesias, seus contos, suas histórias para os amigos, ouvindo seus pensamentos, seus projetos, seus fantasmas e fantasias; brinque de ler o futuro no fundo da xícara e cubra a noite com gargalhadas e conversas engraçadas...

Esqueça que a noite sempre vem e cobre a luz do sol;
na verdade, ela só existe porque a luz vai embora,
para espantar a sombra que existe do outro lado do mundo...

29 abril, 2008

MESA PARA DOIS

Esse conto, de autoria de Lori Peikoff, Los Angeles, Califórnia, já está postado aqui desde 14 Maio de 2005, lá no fundo do baú.
Mas como sou um romântico incorrigível, decidi trazê-lo à tona pois acho essa história linda, sempre me sensibilizo quando a leio e gostaria que algo semelhante acontecesse comigo, porque é uma poesia em forma de fatos. Demonstra que o destino as vezes gosta de brincar com - ou testar - a força de nossos sentimentos.


Aproveitei a reedição desse texto aqui para inserir nele vários Hiperlinks; ou seja, as palavras em negrito e/ou de outras cores, se clicadas; levam à uma outra janela em que se abrem sites relacionados com os termos citados. Exemplo: as palavras acima, "Los Angeles e Califórnia", levam aos sites da cidade e do estado citados. Infelizmente não encontrei nada relativo à autora, somente sites que citam uma veterinária estudiosa do comportamento de cães. Como não obtive informações seguras de que era a mesma pessoa, não inseri o link sobre o nome dela.

Times Building, New York, 1947

Em 1947, minha mãe, Deborah, tinha 21 anos e estudava Literatura Inglesa na Universidade de New York. Ela era linda – impetuosa e introspectiva ao mesmo tempo - com uma grande paixão por livros e idéias. Lia vorazmente e esperava tornar-se escritora um dia.
Meu pai, Joseph, era um candidato a pintor que se sustentava dando aulas de arte num colégio de West Side. Aos sábados, pintava durante todo o dia, em casa ou no Central Park, e se dava ao luxo de jantar fora. Na noite de sábado em questão, ele escolheu um restaurante das vizinhanças chamado Via Láctea.

New York. Seen here in 1947

Acontece que o Via Láctea era o restaurante predileto de minha mãe e naquele sábado, depois de estudar durante todo o dia, ela foi lá para jantar, levando consigo um exemplar usado de "Grandes Esperanças" de Dickens. O restaurante estava cheio e ela conseguiu a última mesa, sentou-se para uma noitada - de goulash, vinho tinto e Dickens - e logo perdeu o contato com o que acontecia ao seu redor.
Dentro de meia hora, o restaurante estava cheio de gente esperando mesa. A recepcionista, esbaforida, perguntou à minha mãe se ela se importaria de dividir a mesa com outra pessoa. Quase sem tirar os olhos do livro, minha mãe concordou.
"Uma vida trágica para o pobre Pip", disse meu pai quando viu a capa esfarrapada de "Grandes Esperanças". Minha mãe olhou para ele e naquele momento, ela lembra, viu algo estranhamente familiar nos olhos dele. Anos depois, quando lhe implorei para contar uma vez mais a história, ela suspirou docemente e disse: "Eu me vi nos olhos dele".
Meu pai, inteiramente cativado pela presença dela, jura até hoje que escutou uma voz interior. "Ela é seu destino", disse a voz, e imediatamente depois ele sentiu um formigamento que foi da ponta dos pés ao topo da cabeça. O que quer que meus pais tenham visto, ouvido ou sentido naquela noite, ambos entenderam que algo milagroso acontecera.
Tal como dois velhos amigos que se encontram depois de muito tempo, conversaram durante horas. Mais tarde, no final da noite, minha mãe escreveu o número do telefone no lado interno da capa de "Grandes Esperanças" e deu o livro para meu pai. Ele disse adeus, beijando-a delicadamente na testa, e em seguida partiram em direções opostas noite adentro.

Pied Piper, New York, N.Y.,1947

Nenhum dos dois conseguiu dormir. Mesmo depois de fechar os olhos, minha mãe só via uma coisa: o rosto de meu pai. E meu pai, que não conseguia parar de pensar nela, ficou acordado a noite inteira, pintando o retrato de minha mãe.

Subway Sonata, New York

No dia seguinte, domingo, ele foi ao Brooklin visitar seus pais. Levou consigo o livro para ler no metrô, mas estava exausto após a noite insone e começou a sentir sono nos primeiros parágrafos. Então enfiou o livro no bolso do casaco – que pusera sobre o assento ao lado – e fechou os olhos. Só acordou quando o trem parou em Brighton Beach, no outro extremo do Brooklin.
O vagão estava vazio e, quando ele abriu os olhos e procurou suas coisas, o casaco não estava mais lá. Alguém o roubara, junto com o livro. O que significava que o número do telefone de minha mãe também se fora. Em desespero, ele procurou por todo o trem, olhando embaixo de cada assento, não somente em seu vagão, mas nos vagões anterior e posterior. No entusiasmo do encontro com Deborah, Joseph, estupidamente esquecera de lhe perguntar o sobrenome. O número do telefone era sua única ligação com ela.
A chamada que minha mãe esperava nunca aconteceu. Meu pai procurou-a várias vezes no Departamento de Inglês da universidade, mas jamais a encontrou. O destino traíra os dois. O que parecera inevitável na primeira noite no restaurante aparentemente não era para acontecer.

Paris, 1947

Naquele verão, ambos viajaram para a Europa. Minha mãe foi para a Inglaterra fazer cursos de literatura em Oxford; meu pai foi para Paris pintar. No final de julho, com uma folga de três dias nos estudos, minha mãe voou até Paris, decidida a absorver o máximo de cultura que pudesse em 72 horas.
Levou consigo um novo exemplar de "Grandes Esperanças". Depois da triste história com meu pai, não tivera coragem de lê-lo, mas então, ao sentar-se num restaurante cheio depois de um longo dia de passeios turísticos, ela abriu a primeira página do romance e começou a pensar nele de novo.

Paris, Brassäi, Café de Flore 1947

Após ler algumas frases, foi interrompida pelo maître, que lhe perguntou, primeiro em francês, depois em inglês macarrônico, se ela se importaria de dividir a mesa. Minha mãe concordou e retornou a leitura. Um instante depois, ela escutou uma voz familiar. ''Uma vida trágica para o pobre Pip", disse a voz, e quando ela ergueu os olhos, lá estava ele de novo.


Esse conto foi extraído do livro "Achei que meu pai fosse Deus e outras histórias verdadeiras da vida americana", organizado por Paul Auster (Companhia das Letras).
A história desse livro já é, em si mesma, uma narrativa surpreendente. Convidado a fazer um programa mensal numa rede de emisssoras públicas dos Estados Unidos, Paul Auster resolveu pedir aos ouvintes que mandassem suas histórias para serem lidas no ar. Os relatos tinham que ser verdadeiros e curtos, mas não havia restrição quanto ao tema e estilo. (...). Histórias verdadeiras que parecem ficção. Histórias que se recusam a obedecer ao senso comum. (...).


A resposta foi espantosa: em um ano, recebeu mais de quatro mil textos. Impossível ler todos no programa como prometido aos ouvintes. A solução foi organizar uma antologia com parte das histórias – e essa que vocês acabaram de ler é uma delas.


Para ler um texto de Paul Auster postado nesse blog, clique nesse link:
E N C O N T R O S

28 abril, 2008

ClicK-n∆s-Im∆geNs p∂r∂ ∆∑PLi∆-L∆S

...............R.E.F.O.R.M.U.L.A.N.D.O...............



Olá pessoal que por acaso passe por aqui e veja essa data tão antiga no post abaixo:
desculpe por isso, mas o meu blog esteve fora do ar e só agora consegui reativá-lo, portanto vou fazer uma faxina nele aos poucos; limpando textos já defasados e colocando novas poesias e idéias.

tudo vai ficar perfeito!

31 julho, 2006

Buscar no vazio...

...a intensidade da própria alma,
a beleza da vida,
o prazer simples de viver.

Aproveitar o momento do silêncio
usufruir do privilégio da solidão sem medo
sabendo que o mundo está lá fora,
à minha espera, com os amigos ansiosos
para dividir suas alegrias e novidades,
mas eu só quero ficar aqui, quieto,
olhando prá dentro de minha própria alma,
ouvindo a voz de minha própria lucidez,
sabendo que esse momento é o mais sagrado de minha vida;
é quando enxergo o universo pulsando
junto com minha respiração tranquila,
num estado de quase extâse,
com a sensibilidade tão apurada
que parece que Deus vai me tocar,
assim como também tenho a nítida sensação
que vou alcançar as pontas de seus dedos,
como na pintura de Michelangelo na Capela Cistina,
Mas a única coisa que se torna palpável
é a vida, brilhante, intensa e suave como só ela consegue ser.
Nunca tento evitar esse prazer, porque ele é intrínseco á existência,
á vida, ao respirar...

E o vazio, a solidão, que supostamente são estados deprimentes,
na realidade são cheios de emoções e fúria,
e em seu âmago se encontra a essência do prazer de existir,
sem qualquer pretensão maior que viver, respirar e sorrir
prá si próprio, já que no vazio da solidão encontramos
nosso próprio eu, nossa alma tranquila e infantil,
aquela com que nascemos, sem dor, sem problemas,
sem invencionices e canalhices humanas,
a essência e a pureza divina com que é feito o universo,
a matéria prima com que a vida é feita...

09 junho, 2006

Hungry? - Just do it:

Love me like a sharp knife,
because I´m looking you like a fish,
And I know you love sashimi...

Suave como o ar...

Não sei se é a lua, não sei se é pq é sexta-feira, ou outono, ou pq não estou apaixonado por ninguém e a brisa está batendo em minha pele quente, me dando uma sensação de liberdade rara, uma ilusão de estar voando como um pássaro migratório indo prá onde meu destino, minha intuição me impulsionam...

Enfim, minhas palavras saem soltas como movimentos de pássaros livres de seu próprio bando e voa na noite em busca de nada, só o prazer de voar e sentir o vento batendo na pele e saber que há algo, por menos importante que seja, o porque de valer a pena viver...

15 novembro, 2005

POESIAS SECAS

"Nessa noite, os pontos de fuga não sincronizavam,
Todas as direções teimavam em rumos opostos à minha vontade,
de tal forma radicais que não me restou outra opção
á não ser ir dormir..."

"...and at the end of the night, the witch said:
- 'it's everything alright, if you have money to pay the price!"

"Quando o homem criou Deus, ele o fez à sua imagem e semelhança, não só fisicamente, mas também tirânico e fascista..."

ClicK-n∆s-Im∆geNs p∂r∂ ∆∑PLi∆-L∆S


Young me


Meu Eu de Fora

UM LOBO NAO DESISTE



Diana Caçadora escreveu para mim:

Um lobo não desiste
Do que é importante
Do que deseja tão forte
Que a noite, o seu coração não dorme

Inventa mil formas
Para atingir seu objetivo
É assim que se descobre lobo
Não desistindo da vida

Se quer a lua
Ou a mulher mais bela nua
Ora se mostra, ora se esconde

Ora uiva, ora faz um verso
E sonha com o lado claro e o negro
Da mulher que viu ontem




minha resposta:

As palavras da caçadora
são como uivos para mim,
me atraem, me excitam, me surpreendem,
e como a lua cheia,
me torna sensível ao prazer
me toca a pele, me faz arrepiar
e surge em meu interior
aquela vontade incontrolável de te atacar
com unhas e dentes,
com língua e membro,
te lamber e chupar como uma fruta suculenta,
te invadir como uma lança potente
até atingir tua alma tântrica
evocando um prazer sem fim;
arrepios da sua pele roçando meus pelos,
uivos em uníssono prá lua cheia
orgasmo sem fim um dentro do outro...

VAMPIRA



Diana Caçadora respondeu:

Eu,
Objeto de desejos contidos,
Fruto suculento instigando furores libidinosos.
Eu, animal.
Eu, instinto.
Eu...fatal.
Aparentemente bela,
Superficialmente frágil,
Tal qual um frasco de veneno
Que, quebrando, esvai-se pelos solos, tornando-os inférteis,
E, se ingerido,
Torna-se sem solução.
Veneno do qual vários seres imploram antídoto.
Porém, um mórbido prazer me faz negá-lo.
E a crueldade em mim presente torna-me irresistível a incansáveis seguidores masoquistas.
Súditos suplicando migalhas do meu amor,
As quais prefiro lançar aos ventos, aos mares,
À Natureza, alcova dos meus segredos,
Que a mim empresta os seus mistérios,
E me faz encantadora sugadora de energias
A seu serviço,
A serviço da bola incandescente.
Do início do Universo,
Do ápice da existência.
Eu, energia...Eu, bela...Eu, fatal...
Arrasando corpos e colecionando almas,
À procura do encontro supremo,
O encontro com a minha própria existência...
bjs com manchinhas vermelinhas de rubéola,


Minha resposta:

DESEJO TESO,
CHICOTE DE CARNE
CHEIO DE SANGUE
PRONTO PARA BATER SOCAR PULSAR
TE ENCHER DE DOR
A DOR DO PRAZER
ENTERRADO ATÉ O FIM
DO VULCÃO DA LÍNGUA DA GARGANTA

ALCANÇAR TEU ORGASMO
E TIRA-LO DA TOCA
INTOCÁVEL CARNE PROFUNDA
QUENTE ÚMIDA INCHADA
GULOSA SENSAÇÃO DE FOME SEM FIM
VAMPIRA DE MEU TESÃO
SUGANDO MINHA VEIA TESA
CHEIA DE SANGUE
PRONTA PRÁ TE ALIMENTAR
DO MAIS PURO DELEITE
TE ENCHER A BOCA A GRUTA
O GRELO O BURACO DO DESEJO
REGAR TUA HORTA
ESPORRAR TUA PORTA
DEITAR SOBRE VOCÊ
TE COBRIR TODA DE CARINHO
E LAMBIDAS SEM FIM
ATÉ TE ENCONTRAR,
LÍNGUA SEDENTA DE OUTRAS LÍNGUAS
DE OUTROS LÍQUIDOS
CHEIOS DE PRAZER E LÚXURIA.
ME ENCONTRE ENTÃO
AO FIM DO DIA
PRÁ CONTINUAR ESSA ORGIA
ENTRE NOSSAS PELES,
NOSSOS CABELOS CORPOS MENTES
E SEXO DESEJOS SEXO TESÃO SEXO…
GULA SEXO VORAZ…

04 novembro, 2005

Every Night



The night comes up!!!
And the bat fly...
And the moon arise
And your eyes comes to me
Like fire...

17 outubro, 2005

Eu sou um homem fechado

Eu sou um homem fechado.
O mundo me tornou egoista e mau.
E a minha poesia é um vício triste, desesperado e solitário
Que eu faço tudo por abafar.

Mas tu apareceste com a tua boca fresca de madrugada,
Com o teu passo leve,
Com esses teus cabelos...

E o homem taciturno ficou imóvel, sem compreender
nada, numa alegria atônita...

A súbita, a dolorosa alegria de um espantalho inútil
Aonde viessem pousar os passarinhos.

* "E de repente ele sentiu que podia ter amigos,
quem sabe até se apaixonasse,
mesmo que em silêncio;
ele sabia que poderia ficar ali,
espreitando a doce colheita de sua alma encantada..."

Mário Quintana & Eu (*)

07 outubro, 2005

Noites calmas, noites intensas...



Mais uma noite daquelas, em que a alma sai do corpo e vai buscar sua identidade,
não se sabe onde, o que ela procura, o que ela encontra,
mas quando volta, parece que renascemos com toda a força e magia
de uma infância feliz e plena...















Olhamos para o dia que nasce lentamente com um olhar
de quem sente o tempo e a natureza escorrer por entre os dedos,
pela pele, pelos cabelos, pelos olhos e pelo espírito,
como amantes que se entregam aos carinhos mais suaves
depois de uma noite cheia de amores e paixões intensas...


Mulheres... Mulheres... Mulheres...

Mulheres livres

Mulheres guerreiras

Mulheres misteriosas

Mulheres parceiras

Mulheres que riem

Mulheres que choram

Mulheres generosas

Mulheres que amam

Mulheres sensuais

Mulheres egoístas

Mulheres geniais


Todas as mulheres são iguais
e tão diferentes entre sí,
que o segredo não está em desvenda-las,
mas se tornar cúmplice de seus segredos,
para que, aquela que você escolher
para ser sua parceira,
saiba que está ao lado de alguém que a desnuda,
não só fisícamente,
mas que torna sua alma livre das amarras,
acondicionadas pelos séculos
de repressão e equívocos,
impostos por aqueles que tinham temor insano
de sua força e magia naturais...

O que as mulheres mais desejam
é serem tão felizes e independentes quanto nós,
e todos temos á ganhar com isso,
seja em companherismo, em aliadas, parceiras e amantes...

O tempo vai provar isso,
pois esse é um processo que não tem mais volta,
felizmente...






esse É o noMe dO Autor